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Por Rodrigo Alves de Carvalho
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30 de September de 2009 |
À Clélia F. Carvalho, Elisa Grisolia (in memorian), Clébio Rachid e Otávio Salles
De olhos fechados vejo a sua imagem
E sinto no ar um cálido perfume...
Um lenço branco acena: uma mensagem!
Vibra na noite um grito de ciúme.
Sufoca o peito uma cruel miragem
Encontro de almas que o amor assume
Angústia, na desértica paragem
Seu corpo distante, se esvai e some.
Ficam apenas meus olhos fechados
Ficam palavras, ficam falsidades
De amores falsos. Laços desatados.
Traído, me resta a infelicidade.
Dar tanto amor, porém sem ser amado
Amor é dor, doença. É insanidade.
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